Rio +30 (Duran Duran Classic Album)

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A primeira lembrança que tenho de Rio, é o vinil da trilha sonora internacional da novela Sol de Verão (1982), quando eu era criança. A música? Nada menos que “Save A Prayer”, tema de Miguel, personagem do ator Mário Gomes, clássico que toca no rádio até hoje e muita gente assobia ao ouvir o primeiro acorde.

Eu ainda era moleque, mas aquela melodia ficou na minha cabeça, porém, o meu exemplar de Rio, só fui comprar mesmo muitos anos depois… Mas isso é outra história.

E por que vou falar desse disco? Porque é uma das obras-primas da música pop e agora em 2012 completa 30 anos de seu lançamento (tá explicado o título do post?). Música é atemporal.

Muito bem, vamos ao disco: produção impecável de Thruston Collin, que quando sobrar um tempinho você pode conferir, assistindo ao documentário da BBC – Rio Classic Album (sem legendas e dividido em 5 partes de 10 minutos cada uma). Também vale a pena ver Wild Boys – The Story of Duran Duran.

De cara, a faixa título (Rio), que agita muita pista até hoje (duvido que você não dance com essa música), a letra fala de uma mulher que dança sinuosa como um rio, e tem versos como: “…Cherry ice cream smile, I suppose it’s very nice…”, que me faz lembrar dos lindos lábios de uma gata que vi outro dia.

My Own Way”, “Lonely Your Nightmare” e “New Religion”, mantêm o clima pop do álbum: baixo e guitarras funky e teclados com timbres sutis de cordas e sopros.

Destaque para “Hungry Like The Wolf”, irresistível desde o riso que abre a faixa e o clima soturno de “The Chauffer”. A cereja do bolo mesmo é “Save A Prayer”, canção pop perfeita, não tem como explicar, melhor ouvir.

Os clipes são uma história à parte. A videografia do Duran Duran por si só merece um outro post. Filmados no Caribe e Sri Lanka, com direção de Russell Mulcahy (que depois dirigiu Highlander e outros filmes) tornaram-se clássicos.

A surpresa sem dúvida é o clipe de “The Chauffer”, esse dirigido por Ian Emes, fetiche e sensualidade explícita em preto e branco imaculado e inspirado na obra do fotógrafo Helmut Newton. E olha que os caras já tinham feito o ousado clipe de “Girls On Film”, do disco anterior, dirigido pela dupla Godley & Creme.

No final do post, como sempre você encontra os vídeos. Aviso: pode ser preciso fazer login no youtube na hora de ver “The Chauffer” e “Girls On Film” – conteúdo para adultos. : )

Agora fala sério, tem como não gostar de uma banda influenciada por David Bowie, Blondie, Chic e Velvet Underground? E que por outro lado influenciou gente como Scissor Sisters, Blur, No Doubt e The Killers?

Para completar ainda tem o nome Duran Duran, ou vai dizer que você nunca assistiu Barbarella?

Ficou curioso, corra atrás e vá ouvir esse disco, o meu exemplar duplo remasterizado (2 Cd’s com demos e remix de várias faixas, entre outras raridades), não troco, não empresto, não vendo e não dou.

E você que já conhecia Rio, qual a primeira lembrança do disco? Qual a sua música favorita? Também lembra da trilha da novela Sol de Verão? Participe, deixe seu comentário. Um grande abraço e até breve. 

Videos

Barbarella – Trailer do Filme

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Save A Prayer

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The Chauffer

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Girls On Film

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A Estética Cafuçu

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Nessa volta quero primeiro pedir desculpas pela demora desde a última publicação. Muita coisa mudou em minha rotina e acabou interferindo na atualização do blog. Dito isto, volto à cultura pop, o post a seguir pode até parecer focado em música, mas envolve comportamento, moda e um monte de outras coisas.

 

Desde meados de 2011, a mídia vem martelando a exposição e a exploração da chamada classe C. Os programas sociais do governo, o crescimento da economia e todos os fomentos ao consumo, além da inclusão digital abriram os bolsos e também os olhos e ouvidos do mainstream para a música, a dança, a moda e a culinária da dita “ralé”. Nunca o Brasil assumiu tão escancaradamente e com orgulho a sua pseudo vocação vira-latas com o que vou chamar de “Estética Cafuçu”.

Companhia da Lapada, um dos símbolos da “Estética Cafuçu”.

 

O cafuçu está na moda.

O sucesso de artistas distintos como Gaby Amarantos, Michel Teló, Companhia da Lapada, MC Catra, Bonde da Stronda, MC CegoeMC Metal, Aviões do Forró e muitos outros, confirma que de tempos em tempos o Brasil “(re)descobre” o seu “dark side of the country”, como aconteceu com o manguebeat, mas também explica fenômenos como a enorme penetração (ops) popular de Amado Batista, Odair José e Raimundo Soldado, por exemplo. Acredito que a internet ajuda a romper a barreira da segmentação regional na divulgação de gente vinda de todos os cantos do país.

Para completar o pacote, a Globo investiu pesado nas novelas Avenida Brasil e Cheias de Charme (As Empreguetes), com a pretensa missão de “representar” o cafuçu way of life, com excelente audiência, diga-se de passagem. Resumindo: O cafuçu está na moda.

 

Ser cafuçu é um estilo de vida.

A “Estética Cafuçu”, repito, não é só música, engloba vocabulário, figurino e gestual carregados de sex appeal, que ajudaram a popularizar a Periguete e o Moleque Piranha, os alardeados e nem tão novos personagens sociais brasileiros.

A expressão cafuçu é originária do Nordeste, e usada para designar a pessoa desajeitada, desarrumada, brega, malvestida, feia, etc. O cafuçu autêntico, encontra-se principalmente, mas não somente, na periferia, pois tem muito cafuçu que dirige carrão e possui uma gorda conta bancária, afinal cafuçu não é condição social, é estilo, atitude e personalidade, e segundo o “tio” Caldas Aulete, significa: o diabo; indivíduo desqualificado, preguiçoso, que nada faz; malvestido, de mau aspecto, ger. com defeito físico; bronco, rude, que costuma trabalhar isolado e em condições difíceis.

Cafuçu, para alguns é puro e simples mau gosto. Acho que existe gosto somente, até porque, na minha opinião, não existe nada mais cafuçu do que o Restart. E sim, gosto se discute.

Como sempre, ao final deste texto você encontra videos de alguns artistas citados. Veja e tire suas conclusões. É isso.

Não deixe de curtir, compartilhar e comentar. Um grande abraço e até breve.

 

Videos

Companhia da Lapada

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MC Cego & MC Metal

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Raimundo Soldado

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Brindando a chegada de 2012

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Olá amigos, hoje o Hipofeu Blog é diferente. Basta ver o video abaixo. Um grande abraço e Feliz 2012!

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Música e literatura de primeira para celebrar 2011

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Olá! Meus amigos costumam dizer em tom de brincadeira que as únicas coisas que sei dar como presente são CD’s e livros. Tem lá seu fundo de verdade, confesso. : )

Como quase todo mundo em dezembro faz a sua lista dos melhores do ano, vou falar um pouco sobre o disco que considero como um dos melhores de 2011 e que também indico como bom presente para este Natal.

Wasting Light” do Foo Fighters já foi muito elogiado pela crítica, vendeu e está vendendo bem para os padrões atuais da indústria fonográfica. Tentarei acrescentar algo ao que talvez outros já tenham dito.

Em primeiro lugar, música pop de excelente qualidade, ótimas três(!) guitarras muito bem tocadas (devido à “volta” de Pat Smear como membro oficial da banda), gravado na garagem da casa de Dave Grohl, e produzido por ninguém menos que Butch Vig, marcando a volta da colaboração do líder do Foo Fighters com o produtor de “Nevermind”, conforme você pode conferir lá no nosso primeiro post em outubro.

Wasting Light traz também ótimas “surpresas”: Bob Mould (guitarrista e vocalista do Hüsker Dü) em participação nos vocais de “Dear Rosemary” (veja e ouça aqui), séria candidata a uma das músicas mais legais do ano e Krist Novoselic (Nirvana) em “I Should Have Known”.

Para completar “Rope” tem uma introdução sensacional, “Bridge Burning” levanta qualquer pista ou estádio e a cereja do bolo fica com o clipe de “Walk”, uma paródia hilária do filme “Um Dia de Fúria” (Falling Down, 1993) com Michael Douglas e Direção de Joel Schumacher. Confira os dois videos :

 

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Pra finalizar, a dica de livro como presente de Natal é também uma homenagem a um grande escritor. Sem vacilar, pode presentear com qualquer obra do José Saramago, que a escolha será muito boa. Se você não conhece nada do mestre português, pode tentar “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “O Cerco de Lisboa”, “Ensaio Sobre a Cegueira” ou o póstumo “Claraboia”.

É isso. Não deixe de participar, comentar e compartilhar.

Feliz Natal, um grande abraço e até breve!

O fim do R.E.M. e a ocupação de Wall Street.

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2011 provavelmente será lembrado como o ano das ocupações. Praças de diversas partes do mundo foram tomadas. Tivemos a chamada primavera árabe, trazendo sonhos de libertação e democracia. E tivemos a mais famosa das manifestações espontâneas impulsionadas pelas redes sociais. Occupy Wall Street influenciou milhares de pessoas em muitos países a botarem o pé na rua em marchas por avenidas e praças em defesa de causas diversas. Sem líderes, sem mártires, sem partidos, corporações… Simplesmente a massa humana, o coletivo. Mais do que um movimento, um desabafo mundial.

Depois de ler o título do post, você deve estar se perguntando: o que o fim do R.E.M. tem a ver com isso? Acontece que, 2011 pra muita gente também será lembrado como ano do fim da banda. Michael Stipe e Cia., sempre foram uma banda politizada. Sem ser messiânica, atenta aos problemas do mundo. Descobri a banda um pouco tarde, ou seja, quando “Document” chegou ao mundo, a banda já tinha quatro discos lançados. Mas, desde então era perceptível para mim o viés engajado do grupo em canções como “Finest Worksong”.

Não sei o motivo, mas durante toda essa semana uma música do R.E.M. não me saiu da cabeça, só depois é que fui associá-la às ocupações em Nova York, Londres, Atenas, Cairo, Lisboa, etc. Talvez pela ironia da letra e pelos vocais melancólicos, pela melodia, que não chega a ser um “hino” para multidões, mas com uma carga dramática que faz tanto sentido hoje quanto fazia em 1988. “World Leader Pretend” nem é o hit de “Green”, até por que é difícil se destacar num disco que tem “Stand”, “Orange Crush”, “Turn You Inside-Out”, “Pop Song 89” e “Get Up”.

Veja o vídeo de “World Leader Pretend” ao vivo na turnê de “Green”

 

 

Uma voz para a multidão.

 

Michael Stipe e seu megafone durante a turnê de "Green" em 1988

 

Green”, o primeiro disco do então quarteto de Athens pela Warner, trouxe para muitos adolescentes (como eu em 88) a novidade em forma de música inteligente, e mostrou que sim, era possível ser uma banda independente e obter sucesso, e até mesmo mudar para uma grande gravadora e continuar fiel aos seus princípios e à sua música.

Talvez você até tenha outra canção do R.E.M. como preferida, e talvez ela até esteja em “Green”, porém, é indiscutível a beleza da faixa, e como ela ainda soa atual. A banda pode ter acabado, mas como falei a alguns amigos quando Amy Winehouse morreu (outro fato que marcará 2011): felizmente a música é eterna.

Provavelmente, de agora em diante seja mais comum ver os rapazes envolvidos de forma mais aberta com algumas causas, como já demonstra o baixista Mike Mills, em declarações de apoio a adivinhe… Occupy Wall Street. (veja aqui – em inglês)

2011 também será lembrado pelo triste aniversário de dez anos do atentado de 11 de setembro, assim como ontem mais uma vez foi sentida a ausência de George Harrison.

Termino então, sintetizando a liberdade de expressão, o povo nas ruas, sonhos de justiça e harmonia em busca de mudanças inspirado pelo título de outra música do R.E.M.: “Welcome To The Occupation”.

E se você quiser, deixe aqui seu recado dizendo qual a sua música favorita do R.E.M. e por que ela marca a sua vida. Comente, Compartilhe. Participe.

Um grande abraço e até breve.

Se o público boicotasse o Lollapalooza?

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Não ia falar de música hoje, porém, não dá pra ficar indiferente a essa história envolvendo Lobão e a organização do Festival Lollapalooza.

Primeiro vou falar da atitude de Lobão. Acho legal alguém comprar a briga do respeito aos nossos artistas e à música brasileira e sugerir o boicote das bandas ao evento, ainda mais depois da hilária entrevista do Perry Farrell à Folha de S. Paulo (confira aqui).

Pode-se chamar Lobão de maluco ou qualquer outra coisa, o que ninguém pode negar é que o cara defende suas ideias, dá a cara pra bater, e não se preocupa em agradar ou não a quem quer que seja. Ponto pra ele. Admiro quem tem coragem de fazer isso. E não se esqueçam de que a criatura lupina já comprou brigas históricas a favor da independência artística própria e alheia, como a numeração de CDs, por exemplo.

Veja o vídeo publicado pelo músico:

O problema é que esse tipo de boicote não funciona, a classe (músicos) é desunida por natureza. Duvida? O debate organizado pela Revista Bizz, publicado na edição de fevereiro de 1988, ao qual inclusive, Lobão e outros (Cazuza, Roger e Marcelo Nova, por exemplo) não compareceram, comprova (texto na íntegra aqui). Também não daria certo o boicote, porque sempre vai ter alguém disposto a aceitar de bom grado os trinta dinheiros ou os 15 minutos de fama.

Honestamente, quem vai a esse tipo de evento, tá louco mesmo é pra ver as atrações gringas, muito por conta da escassez de shows por aqui, que diminuiu muito é verdade, e também por que o músico brasileiro está ao alcance dos olhos e dos bolsos bem mais facilmente e com freqüência indiscutivelmente maior.

A polêmica de regalias aos estrangeiros e problemas com os brasileiros não é de hoje. Pepeu Gomes sofreu no Rock In Rio I (1985), o Ira! também no Hollywood Rock de 1988, se não me falha a memória. É sempre a mesma merda envolvendo qualidade do som, luz, brigas com seguranças e produtores, etc. Quem tiver outra edição da Bizz (de Janeiro de 2000, acho) que fala sobre os 15 anos do primeiro Rock In Rio, também pode conhecer algumas histórias interessantes de bastidores, como os chiliques de Freddy Mercury.

Capa da edição de fevereiro de 1988 da revista Bizz

Talvez fique mais claro hoje, porque a Legião Urbana por exemplo, nunca tocou em Festival, e olha que reza a lenda, que chegaram a oferecer uma noite só para a banda em uma edição do Hollywood Rock. Renato Russo com certeza sabia muito bem como funcionavam as coisas no showbusiness.

Quem tinha que fazer boicote mesmo é o público, ainda mais depois da palhaçada da venda de ingressos para os pré-cadastrados. Já tem cambista vendendo entradas por R$ 900,00.

Não ir e dar um baita prejuízo aos organizadores e patrocinadores seria a única maneira de fazer com que houvesse respeito, organização, e o mínimo de conforto (que faltou no SWU, por exemplo) para quem paga a brincadeira e enche os bolsos de gente como Perry Farrell, que vem correndo pra cá ganhar uns trocados depois que a economia dos Estados Unidos e da Europa está indo pro brejo, e ainda por cima revelar sua ignorância e demonstrar arrogância, como se estivesse fazendo o favor de trazer a civilização para os aborígenes da América Latina (ops, né Perry Farrell?).

Vá fazer festival na China (de economia até melhor que a nossa). Quem sabe a cultura musical deles seja compatível com a sua. Faça um disco que as pessoas amem, venda bastante, e talvez o Jane’s Addiction consiga abrir o show da Ednéia Macedo (veja o video) no próximo Rock In Rio.

Participe, comente, compartilhe.

Um grande abraço e até a próxima semana.

Um alienígena chato.

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Olá amigos. Alguns perguntaram, e vou responder aqui. Não vou falar sobre a USP. Tudo que eu gostaria de dizer sobre os fatos da semana passada, já foi dito pelo André Barcinski e pelo André Forastieri . Assino embaixo de tudo que os dois escreveram.

Então, como prometido hoje vou falar de música. Imaginava que assim teria uma trégua para falar de assuntos mais amenos. Enganei-me duas vezes. Primeiro porque o disco sobre o qual vou falar está gerando muita polêmica, e segundo, porque não é um disco alegre.

A capa do álbum, lançado em 27 de setembro

Estou falando, claro, de “Lulu” álbum em parceria entre Lou Reed e Metallica, que está dando o que falar e principalmente o que reclamar. A ira dos fãs do Metallica (alguns bobos que até ameaçaram matar Lou Reed) talvez esteja no fato de seus heróis estarem fazendo música com um “velho”, pouco afeito ao bate cabeça característico do público de metal que ainda tem 20 anos, ou acha que tem. A verdade, é que a banda é feita de homens maduros e quarentões, ou seja, Lulu é um disco sério, adulto, feito por homens adultos e para adultos, e não para reais ou pretensos adolescentes dispostos a extravasar energia.

Trata-se de uma coleção de canções para uma peça chamada “Lulu”, uma produção teatral de várias histórias originalmente escrita pelo dramaturgo alemão Frank Wedekind.

Após ouvir pacientemente o disco várias vezes, cheguei à conclusão de que “Lulu” vale apenas pelas faixas “The View”, “Pumping Blood” e “Mistress Dread“, além claro, da bela capa. Acredito que Lou Reed teria acertado na mosca e teria uma banda mais sintonizada com sua música se tivesse escolhido o Sonic Youth ou o Jesus and Mary Chain para co-assinar o projeto. Se queria causar polêmica e inovar, melhor seria chamar Lady Gaga, que de quebra, ainda poderia interpretar a personagem título. Se, desejava contar a história, seria o caso então de fazer um filme, com direção de Tim Burton, por exemplo, para casar com a aura sombria das canções, e o próprio Lou faria a trilha sonora, sozinho mesmo.

Lou Reed e Metallica em foto de divulgação de "Lulu"

Lou Reed é um dos ícones do rock dos anos 60. Em 1964, fundou o Velvet Underground, grupo de Nova York que, com seu cinismo e som cru, destoava do espírito paz e amor da geração hippie. Saiu em carreira solo em 1970 e lançou discos clássicos como “Transformer” e “Berlin“. Em novembro do ano passado o cantor passou pelo Brasil com a turnê de 35 anos de seu disco “Metal Machine Music“.

Enfim, quem caiu de pára-quedas nessa história foi o Metallica. Como todo respeito à banda (que merece), o quarteto é previsível e burocrático, para dizer o mínimo. Apenas uma banda de apoio.

As faixas são longas, uma delas chega a durar quase vinte minutos, nada que os fãs do Metallica não estejam acostumados, principalmente desde “…And Justice For All…”, porém, guardam semelhança maior com o trabalho de Lou, apesar de que na discografia do músico de Nova York, o álbum  será um perfeito alienígena.

Resumindo. Não gostei. Pode ser que um dia mude de opinião, mas isso raramente acontece. Posso às vezes demorar a me acostumar com um disco. Mas em outros casos (e “Lulu” se encaixa nessa categoria), a primeira impressão é a que fica mesmo. E na minha opinião o disco é ruim, mais pelo Metallica do que por Lou Reed. Ouça você e tire suas conclusões. Um grande abraço e até a a próxima semana.

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