Música e literatura de primeira para celebrar 2011

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Olá! Meus amigos costumam dizer em tom de brincadeira que as únicas coisas que sei dar como presente são CD’s e livros. Tem lá seu fundo de verdade, confesso. : )

Como quase todo mundo em dezembro faz a sua lista dos melhores do ano, vou falar um pouco sobre o disco que considero como um dos melhores de 2011 e que também indico como bom presente para este Natal.

Wasting Light” do Foo Fighters já foi muito elogiado pela crítica, vendeu e está vendendo bem para os padrões atuais da indústria fonográfica. Tentarei acrescentar algo ao que talvez outros já tenham dito.

Em primeiro lugar, música pop de excelente qualidade, ótimas três(!) guitarras muito bem tocadas (devido à “volta” de Pat Smear como membro oficial da banda), gravado na garagem da casa de Dave Grohl, e produzido por ninguém menos que Butch Vig, marcando a volta da colaboração do líder do Foo Fighters com o produtor de “Nevermind”, conforme você pode conferir lá no nosso primeiro post em outubro.

Wasting Light traz também ótimas “surpresas”: Bob Mould (guitarrista e vocalista do Hüsker Dü) em participação nos vocais de “Dear Rosemary” (veja e ouça aqui), séria candidata a uma das músicas mais legais do ano e Krist Novoselic (Nirvana) em “I Should Have Known”.

Para completar “Rope” tem uma introdução sensacional, “Bridge Burning” levanta qualquer pista ou estádio e a cereja do bolo fica com o clipe de “Walk”, uma paródia hilária do filme “Um Dia de Fúria” (Falling Down, 1993) com Michael Douglas e Direção de Joel Schumacher. Confira os dois videos :

 

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Pra finalizar, a dica de livro como presente de Natal é também uma homenagem a um grande escritor. Sem vacilar, pode presentear com qualquer obra do José Saramago, que a escolha será muito boa. Se você não conhece nada do mestre português, pode tentar “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “O Cerco de Lisboa”, “Ensaio Sobre a Cegueira” ou o póstumo “Claraboia”.

É isso. Não deixe de participar, comentar e compartilhar.

Feliz Natal, um grande abraço e até breve!

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A desinibida da Consolação

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Olá amigos. Resolvi quebrar a regra que eu mesmo criei – publicar apenas um post semanal (sempre às quartas-feiras) – como agradecimento aos mais de 2.500 (!) pageviews do blog em pouco mais de um mês de sua existência.

Por esta razão então segue este texto dominical, diferente de tudo que já escrevi aqui. Peço licença ao mestre Xico Sá para falar das agruras do bicho homem com os assuntos do coração. Vou falar mais precisamente do patológico ciúme fraternal.

Durante essa semana, ri um pouco e acompanhei a dor de um conhecido com as andanças amorosas de sua irmãzinha. O cidadão andava indignado e da Pompéia à Consolação era uma lamentação sem fim. Sentia a dor do traído e desiludido. O ciúme (assim como o chifre) corrói e derrota o mais bruto dos machos, por que afinal, os brutos também amam.

Mugia o personagem irmão-boi, quando descobriu que sua doce e amada irmã mais nova, andava passeando com alguns rapazes, e até alguns amigos seus (bando de traíras, dizia) e sentia a úlcera do ciúme doer só de imaginar o que a pequena poderia estar aprontando nas baladas da Barra Funda, Augusta ou Santa Cecília.

Dominique Swain, em cena do filme "Lolita" (1997) de Adrian Lyne.

Pensei com os botões imaginários… A grande questão camarada, é que a educação machista alimenta no indivíduo a fantasia de que suas mães e irmãs não são mulheres como as outras. No imaginário do elemento, elas são santas, eternamente puras, virgens e imaculadas.

Esquece o amigo, que pra ele estar no mundo sofrendo e amando, um belo dia seu papai (ou o leiteiro, o carteiro, etc., bem, melhor não entrar nessa seara, pra não deixar o sujeito mais bravo) chegou junto na sua santa mãezinha!

O que sua querida irmãzinha provavelmente anda fazendo com os meninos, é o mesmo que você vive fantasiando e tramando fazer com as irmãzinhas alheias. Mas pimenta no dos outros…

Seja ela uma Lolita digna de Nabokov ou não, mais cedo ou mais tarde, como toda mulher (que goste de homens ou de mulheres, ou até dos dois), a pequena sentiria a vontade de ser amada como fêmea, e com certeza despertaria nos marmanjos o desejo de conhecer o novo pitéu do pedaço. Nada mais humano. Qual então a razão para negar a ela o prazer? Relegar a menina a ser um vegetal, e passar vida sem saber o que é uma noitada (como diria Marcelo Rubens Paiva em seu livro “As Fêmeas“)? Acorde você, camarada! Viva, seja feliz e deixe que a menina também seja e apaixone-se, chore, sofra, deleite-se, sinta todas as emoções que a independência sexual proporciona. Deixe-a ser mulher.

Não esqueça que para aquele cunhado mala, que bebe a sua cerveja gelada na tarde de domingo paulistana, e ainda por cima, torcendo para o time adversário, que se hoje o dito cujo pode divertir-se com os sobrinhos, esticado na poltrona da sua casa, foi graças à sua “petulância” e cara de pau de chegar pra irmã dele e dizer: Yes, We Créu!

Um grande abraço e até quarta-feira!

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